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Rancho Folclórico do Ourondo
Rancho Folclórico do Ourondo

Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro




ESCOLA E.B.2/3 DO PAUL

Formação Complementar

Pelos trilhos do Passado
a Caminho do Futuro




















Trabalho Realizado por:
Alfredo Rodrigues
Mª céu Duarte
Mª Céu Oliveira
Mª Glória Duarte




Paul, Julho 99




Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro

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ÍNDICE
Pág.
Introdução………………..……….…………………….……..…2
Localização……………………………………………………....3
Ourondo Passado e Presente….……………………………….....3
Origem do Nome…………………………………………………3

Rancho Folclórico Do Ourondo

Pequena História do Rancho…….……………………………….4
Componentes do Grupo………….……………………………….6
Actuações do Rancho desde 1993……………….……………….6
Algumas “modas” cantadas e dançadas pelo Rancho Folclórico.12
do Ourondo e seu Grupo de Cantares………...…………………..
Grupo de Cantares do Rancho Folclórico do Ourondo………...13
Trajes Masculinos………………………………………………14
Trajes Femininos……………………………………………......16
















Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro

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INTRODUÇÃO

A actividade cultural de um povo, prende-se em parte com os hábitos,
costumes e tradições do passado e que chega até nós através de gerações.
O entusiasmo cresceu ao querermos conhecer um pouco mais de perto
a cultura nos arredores da nossa Escola(Escola E. B. 2º 3º ciclo do Paul)
e conhecer o meio social que nos envolve.
Deste modo levámos a efeito um pequeno levantamento do Rancho
Folclórico do Ourondo, que muito nos orgulha na medida em que ficámos mais conhecedores das histórias da história do nosso meio local e que nelas se
espelham grandes saberes.
























Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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LOCALIZAÇÃO

O Ourondo fica localizado na Beira interior ( parte Oeste da cova da
Beira), Concelho da Covilhã e Distrito de Castelo Branco.
Fica situado na margem direita do Rio Zêzere e na margem esquerda da
Ribeira do Caía. Daqui se avistam os cumes da Estrela e da Gardunha, da
serra de cebola e mais próximo a serra da Marinça.

Ourondo passado e Presente

O Ou rondo foi um priorado do Padroado Real e em 1757 tinha 79 fogos.
A 14 de Setembro de 1895 o Bodelhão pertencia ao Conselho do
Fundão e integrou-se no Concelho da Covilhã anexa ao Ourondo, tendo vindo
a desanexar-se a 19 de Julho de 1901. Pertence à freguesia do Ourondo o
lugar da Relvas.
Passou a ser Junta de Paroquiano dia 2 de Abril de 1841 na sequência
dum pedido dos moradores da freguesia que requereram ao Conselho do
Distrito, a constituição da sua Junta da Paróquia, por haver na povoação
”número suficiente de cidadãos que sabem ler e escrever para ocupar os
cargos paroquiais”. Em função da reforma administrativa impulsionada pela lei
de 26 de Junho de 1867, o Ou rondo passou a ser uma Freguesia do 2º Distrito
com sede no Paúl.
.
ORIGEM DO NOME

“Ondas do ouro” ou nome gótico significando “nome próprio de
homem”?
Histórias que nos contam, falam da existência de minas de ouro no sítio
da Moita, onde, ainda hoje é possível ver a entrada para uma dessas minas.
Contam os mais velhos que foi encontrada uma roçadoura de ouro
quando andavam a preparar o terreno para a plantação dum a vinha e que teria
sido entregue ao dono do terreno. Recentemente, na construção de uma casa
edificada num desses terrenos, a máquina que andava a abrir os alicerces
desabou pois, a fragilidade do terreno (areia e barro) e o facto de estar
minado fés com a terra cedesse.









Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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RANCHO FOLCLÓRICO DO OURONDO


Pequena História do Rancho



O Rancho Folclórico do Ourondo, foi fundado em 1937, por iniciativa do
Arquitecto Salles Viana e de Esmeralda Salvado.
O Rancho manteve-se activo durante vários anos, mas com o decorrer
da 2ª Guerra Mundial (década de 40), perdeu um pouco do seu encanto.
No inicio dos anos 50, e pelo mérito do pró. António Gil Carvalheira é
reanimado com actuações apenas em romarias da aldeia.
Na década de 60 devido à emigração para França e Canadá verificou-
se uma desertificação da nossa terra, um empobrecimento de meios humanos
fez paralisar toda a actividade do Rancho Folclórico.
Em meados dos anos 70 com regresso de muitos ourondenses e seus
familiares das antigas províncias ultramarinas, o Ourondo voltou a reanimar-se
e mais uma vês deu vida ao Rancho Folclórico. 1984 d3evido a um
problema de saúde da ensaiadora, este ficou mais uma vez inactivo.
Finalmente em Dezembro de 1992, por iniciativa e mérito de José Genro
dos Santos Carvalho, recomeçam os ensaios, a recolha de cantares e a
pesquisa etnográfica, por iniciativa do ,então Presidente do Centro Cultural e
Recreativo do Ourondo, transformando-se o Rancho Folclórico do Ourondo
num verdadeiro mensageiro da sua Terra e Região, tanto a nível nacional,
como no estrangeiro.
Além de muitas actuações a nível nacional, o Rancho tem actuado
também em França, Suíça e Espanha, tendo já recebido convites para
deslocações ao Japão, E. U. A., Canadá, Luxemburgo, Bélgica e Alemanha.
O Rancho folclórico do Ourondo procura unir a sua terra, participando
nele toda a sua juventude e não existiria sem apoio e encorajamento que todos
os ourondenses residentes em Portugal e no estrangeiro lhe têm dado.
O Rancho Folclórico do O)Ourondo tem orgulho em representar de forma
digna a sua terra, dando-a a conhecer aquém e além fronteiras, apresentando
e divulgando os seus cantares, danças, trajes, usos e tradições não deixando
que o nome Ourondo seja um nome de menos valia e apagado do mapa de
Portugal e tentando inverter e tendência de mais uma terra no interior do
nosso país condenada a desaparecer, dando-lhe estabilidade, criando raízes e
investindo no seu capital mais valioso–a sua juventude.






Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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Não podemos esquecer o trabalho e empenho da ensaiadora Prf.
Maria Gabriela Gonçalves dos Santos Carvalho, que ensaia o Rancho Adulto,
o Grupo dse Cantares e o Rancho Infantil, auxiliada pela Profª. Maria de
Lurdes Rito Agostinho e Carlos Alberto Carvalho Barata.
As danças e cantares eram tradicionalmente executadas nas ruas e
largos da aldeia, principalmente no largo do Lameirão e na Piçarra (largo do
Cruzeiro), aos domingos, nos dias Santos, nas noites de S. João, S. Pedro e
nas romarias de S. João (Relvas), S. Amaro e Nossa Senhora do Carmo.
As musicas e as danças no grupo são resultado de uma recolha
constante, feita de forma cuidadosa e persistente junto das pessoas mais
idosas da aldeia, algumas das quais ex-elementos do Rancho do Ourondo de
1937. São também resultado da experiência dos elementos com mais idade,
que integram actualmente o Rancho e o seu grupo de cantares.
Todas as musicas e danças após recolhidas, são confirmadas e
reconfirmadas junto de outras elementos não prese4ntes no momento da sua
recolha, tendo em vista preservar e garantir a sua genuinidade e
autenticidade. Como tal, podemos afirmar com segurança, que todas as
músicas e danças fazem parte do cancioneiro e folclore do Ourondo.
Ainda não foram editado discos, no entanto em Maio de 1994 foram
já gravadas 800 cassetes numa Editora em Lisboa, cujas vendas foram já
esgotadas.
Até à presente data receberam subsídios da Câmara municipal da
Covilhã, do Inatel e do governo Civil de Castelo Branco. Receberam ainda
patrocínios e donativos de empresas e particulares. Contudo o maior auxílio
financeiro vem das romarias da terra tais como: Santo Amaro e Nossa Senhora
do Carmo organizadas e feitas pelo Rancho Folclórico do Ourondo desde
1993, cuja receita é dividida pelo Rancho e Igreja com a aprovação do povo.
















Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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Componentes do Grupo


I Rancho Folclórico Adulto

4 directores (todos tocam e dançam)
32 dançadores
12 Cantadores
10 tocadores
2 acompanhantes colaboradores

II Rancho0 Folclórica Infantil

Mesmo0s directores
16 crianças
Mesmos cantadores
Mesmos tocadores
Mesmos acompanhantes

Actuações do Rancho desde 1993

Após a sua reactivação em Dezembro de 1992, o Rancho Folclórico efectuou
as seguintes actuações:

1993

Julho- Actuação na Romaria Santo Amaro-Ourondo
Agosto- Actuação na Romaria de Nossa Senhora do Carmo-Ourondo
Setembro- Actuação, em jogos tradicionais- Ourondo
Novembro- Actuação em festa com magusto- Ourondo
Dezembro- Actuação na festa de Natal do Ourondo cantando as tradicionais
janeiras

1994

Janeiro- Actuação nas ruas do Ourondo cantando as janeiras
Março- Actuação na Festa dos “Josés”-Ourondo









Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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Maio- Actuação em comemoração dos 115 anos da Banda Filarmónica de
Casegas- Casegas
–Gravação da 1ª cassete- Lisboa

Junho- Actuação no “piquenicão 94”-Fundão
–Actuação na festa de S. João- Relvas de Ourondo

Julho- Actuação na festa de Santo Amaro-Ourondo
Agosto- Actuação no Festival de Folclore do Barco- Covilhã
–Actuação na romaria de nossa Senhora do Carmo-Ourondo

Outubro-Actuação no aniversario da associação das Cortes-Covilhã

Novembro Actuação num convívio em Alcaria- Fundão
– Actuação numa festa com magusto- Ourondo

1995

Janeiro- Actuação nas ruas do Ourondo cantando as janeiras

Março-Actuação na festa dos “Josés”-Ourondo

Junho-Actuação na festa dos “Antónios”- Casegas- Covilhã.
- Actuação no “pequenicão 95”- Cantanhede
–Actuação na festa de S. João- Relvas de Ourondo

Julho – Actuação- no festival de folclore de alcongosta- Fundão
–Actuação na festa de Santo Amaro- Ourondo
–Actuação na festa de sto. António-Silvares- Fundão

Agosto-Actuação na romaria de Nossa Senhora do Carmo-Ourondo
– Actuação no Festival de Folclore de Sto. André das Tojeiras Castelo
Branco.
–Actuação no Festival de folclore de Coimbra.
Setembro- Actuação no Festival de Folclore de Soalheira- Fundão.

1996

Janeiro- Actuação nas ruas do Ourondo cantando as janeiras.

Fevreiro- Actuação no Clube da Minas da Panasqueira, na Festa de
Carnaval- Barroca –Covilhã.

Abril- Actuação numa Festa com jogos tradicionais- Ourondo.



Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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Maio- Actuação na Festa de aniversário do Grupo Desportivo da Bouça-
Covilhã.

Junho- Actuação no Festival de Folclore de Marinhais-Ribatejo
- Actuação na Festa de reinauguração do ringue Carlos Coelho-
Ourondo.
– Actuação no Festival de Folclore de Salvaterra de Magos- Ribatejo.
– Actuação em Glória do Ribatejo.
– Actuação na Festa de S.João da Relvas-Ourondo.
– Actuação no Festival de Folclore de Carvalhal Formosa-Belmonte

Julho – Actuação na Erada-Covilhã
. – Actuação na Festas de Santo António Casegas-Covilhã.
– Actuação no Festival de Folclore do Açor-Fundão.
– Actuação na Festa de Santo Amaro-Ourondo.
– Actuação no Festival de Folclore de Vales do Rio-Covilhã.

Agosto- Actuação no 1º Festival Nacional de Folclore do Ourondo.
– Actuação na Festa de Nossa Senhora do Carmo.
– Actuação no Festival de Folclore do Telhado-Fundão.
– Actuação no Festival de Folclore de Dagorda-Cadaval.
– Actuação na Palhaça –Aveiro.
– Actuação na Festa de inauguração do Centro Cultural da Quinta de
Gonçalo Martins (Pega)-Sabugal.
– Actuação no Festival internacional de Folclore de Luz de Tavira-
Algarve.
Setembro – Actuação num casamento no Restaurante Alambique-Fundão.
– Actuação no Festival de folclore de Barcelos.
– Actuação em Folhadosa-Seia.
– Actuação no Festival de Folclore de Eriz e Outeiro-Castro D’ Aire
-Beira Alta.

Dezembro- Actuação no 3º Festival de Folclore de Frade de Baixo-Alpiarça.

1997

Janeiro- Actuação Actuação nas ruas do Ourondo cantando as janeiras.

Março- Actuação Actuação no Hipermercado Mo0nteverde-Covilhã.

Abril- Actuação Actuação dos Bombos nas “Festas do 25 de Abril”-Covilhã.
–jogos Tradicionais com Rancho Folclórico de Barcelos-Ourondo.
Maio- Actuação Actuação do Rancho Infantil no dia da Mãe-Ourondo.
– Actuação no Festival de Folclore de Vila Praia de Âncora-Alto Minho.
–Homenagem aos Componentes do rancho do Ourondo de 1937
Ourondo.

Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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Junho- Actuação no Festival de Folclore de Palmela.
– Actuação nas Festas da Cidade de Lisboa.
– Actuação nos Jogos Tradicionais dão Inatel-Covilhã.
– Actuação na Festa de S. João da Relvas-Ourondo.
– Actuação nas Festas da Cidade do Seixal.

Julho- Actuação no Festival de Folclore de Figueira-Portimão-Algarve.
– Actuação no Festival de Flclore de Mirando do Corvo-Beira Litoral.
– Actuação no festival de Folclore do Ourondo
. – Actuação em Casamento-Serra da Estrela
. – Actuação na Boidobra-Covilhã.

Agosto- Actuação na Feira de Artesanato-Estoril.
- Actuação na Feira de Artesanato-Estoril.
– Actuação no Festival de Folclore do Barco-Covilhã.
– Actuação em Pega-Guarda
. – Actuação em Casamento-Ourondo.
– Actuação em Colmeal da Torre-Belmonte.
– Actuação no Festival de Folclore de Rocas do Vouga-Beira Litoral.
– Actuação no festival de Folclore de Liteiros-Torres Novas-Ribatejo.
– Actuação no Festival de Folclore de Areosa-Viana do Castelo.

Setembro- Actuação Actuação em Souzelas-Beira Litoral.

Outubro- Actuação no Teatro Voz do Operário-Lisboa.
– Actuação na Boidobra-Covilhã
– Actuação no Festival de Folclore de Casal de S. João-Coja-
Arganil.

O Rancho Folclórico do Ourondo actuou igualmente no estrangeiro nas
seguintes datas e locais:

Em Agosto de 1994-Cáceres,Espanha.
Em Maio de 1995-Besançon,França.
Em Maio de 1995- Monthey,Suíça.
Em Março de 1996-Toulouse,França.
Em Junho de 1996-Tours,Orléans e Paris, França.

Houve ainda outros convites para França e Suíça, em que o rancho
esteve impossibilitado de ir. Em Junho de 1998 estiveram presentes na região
de Alsácia (França), com actuações nas cidades de Strasbourg,Colmar,
Mulhouse, Coutréxeville e, ainda, Singen no sul da Alemanha. Estiveram
também na Madeira em Setembrode 1998.



Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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Antes de 1992 não existem referências a qualquer festival no Ourondo.
A partir desse ano,em 1993,1994 e 1995 foram convidados grupos folclóricos,
que conjuntamente com o Rancho Folclórico do Ourondo efectuaram pequenos
festivais nas duas romarias, de Santo Amaro e Nossa Senhora do Carmo.
assim,

Festas de Santo Amaro em Julho de 1993 (3ºFim de Semana)

 Rancho Folclórico do Ourondo
 Rancho Folclórico de Caria-Fundão
 Rancho Folclórico da Erada-Covilhã

Festas de Nossa Senhora do Carmo em Agosto de 1993 (2º Fim de
Semana)

 Rancho Folclórico do Ourondo Rancho
 Folclórico das Cortes-Covilhã
 Rancho Folclórico do Telhado-Fundão

Festas de Santo Amaro em Julho de 1994 (3º Fim de Semana)

 Rancho Folclórico do Ourondo
 Rancho Folclórico de macinhata do Vouga-Beira Litoral
 Rancho Folclórico do Barco-Covilhã

Festas de Nossa Senhora do Carmo em Agosto de 1994 (2º Fim de
Semana)

 Rancho Folclórico do Ourondo
 Rancho Folclórico Infantil de Peraboa- Covilhã
 Rancho Folclórico dos Vales do Rio-Covilhã

Festas de Santo Amaro em Julho de 1995 (3ºFim de Semana )

 Rancho Folclórico do Ourondo
 Rancho Folclórico de Carvalhal Formoso- Belmonte
 Rancho Folclórico de Rocas do Vouga- Beira Litoral











Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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Festas de Nossa Senhora do Carmo em Agosto de 1995 (2º Fim de
Semana)

 Rancho Folclórico do Ourondo
 Rancho Folclórico de Silvares- Fundão
 Rancho Folclórico do Paul-Covilhã

Em Agosto de 1996 o Rancho organizou o seu 1º Festival Nacional de
Folclore. Neste Festival estiveram presentes:

 Rancho Folclórico do Ourondo
 Rancho Folclórico”As Tricanas de Coimbra”-Beira Litoral
 Rancho Folclórico de Silvares –Beira Baixa
 Rancho Folclórico de Castelo de Neiva-Alto Minho
 Rancho Folclórico de Salvaterra de Magos –Ribatejo
 Rancho Folclórico de Freixial-Leiria-Estremadura
 Rancho Folclórico do Paúl- Beira Baixa
 Rancho Folclórico de Lus de Tavira-Algarve
 Rancho Folclórico de ponta do Pargo-Madeira

Em 19 de Julho de 1997, o Rancho organizou o seu 2º Festival Nacional de
Folclore com os seguintes grupos:

 Rancho Folclórico do Ourondo
 Rancho Folclórico da Figueira-Portimão- Algarve
 Rancho Folclórico de Eriz e Outeiro- Castro D’ Aire-Beira Alta
 Rancho Folclórico de Souzelas- Beira Litoral
 Rancho Folclórico da Boidobra-Beira baixa
 Rancho Folclórico “As Peixeiras da Vieira” –Estremadura














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Algumas “Modas” cantadas e dançadas pelo Rancho Folclórico do
Ourondo e seu Grupo de Cantares

Aqui ficam registadas algumas modas e cantares do Rancho Folclórico
do Ou rondo, uma vez que o seu cancioneiro é muito mais vasto e impossível
de incluí-lo aqui e agora.
Devido à falta de tempo apenas nos foi possível fazer uma pequena
abordagem deste pequeno (grande e nobre) Rancho.
São descritas algumas modas de trabalho, as eram cantadas nas
sachas, na apanha da azeitona, nas debulhadoras, no tocar da roda d’ água,
nas vindimas, nas janeiras,…
Foi junto das pessoas que fizeram parte do Rancho do Ourondo de
1937 e de algumas que fazem parte do grupo de cantares que recolhemos
todas estas modas e a maneira como se dançavam.
Sabemos que muitas palavras e expressões são incorrectas mas era
assim que o povo as cantava.


MODAS


 Agora é que m’ eu maneio
 As pulgas
 Antoninho olha a roda
 Rosita
 Verde Gaio
 Carolina
 Maçãzinha
 Doba, doba, dobadeira,doba
 Cadiacho
 Pastora
 Pedrinhas desta calçada
 Falei contigo
 Laura
 Rosa branca
 Tem pena
 Ciranda
 Olh’à pequena
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 Ó pavão
 P’ ronde vai ó Sr. José
 Ó que lindo rapazinho
 Fandango (Saloio)
 Fado da nossa Terra
 Fado do Ourondo
 Fado Beirão

CANTARES

 Pedrinhas desta calçada
 As armas do meu adufe
 São João
 Ó lua
 Lembrate ó Ana
 Flor da murte

Grupo de Cantares do Rancho Folclórico do Ourondo

O Grupo de Cantares do Rancho Folclórico do Ourondo é formado pela
tocata, cantadores e cantadeiras, juntamente com outros elementos cujas
idades oscilam entre os 60 e os 80 anos.


















Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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Trajes

Os únicos trajes que o Rancho do Ourondo conserva são alguns lenços
de seda (que já não podem ser usados devido ao seu estado de conservação),
uma camisa de homem toda feita à mão, um colete de homem, alguns chailes
pretos e dois saiotes. Na sua generalidade foram recolhidos junto dos
familiares mais idosos de elementos deste Rancho e foram usados entre 1900
e 1920.
Em relação ao traje é um pouco difícil fazer uma definição correcta dos
diferentes trajes usados no principio século passado na Aldeia do Ourondo.
Sabe-se que a maioria das pessoas tinha fracos rendimentos o que não lhes
permitia terem muito que vestir o Calçar. Diz-se frequentemente quase
todas as pessoas andavam calçadas e quando avia algum dinheiro era para
uns sapatos que se calçavam aos Domingos e dias de festas. A roupa, na
maioria das vezes era lavada ao Sábado para ser vestida ao Domingo.
Depois de ouvir bastantes pessoas e ver os outros grupos Folclóricos,
desta zona, que este Rancho não imitia (nomeadamente Silvares, Paúl,
Boidobra, Refúgio, Unhais da Serra), os elementos do grupo folclórico pensam
que os trajes de trabalho não eram diferentes uns dos outros, sejam eles das
fainas agrícolas ou actividades socio-económicas.

Trajes Masculinos

Traje de romarias- Chapéu preto de aba larga, camisa branca
de linho de meio colar e uma presilha ao fundo da dianteira;
calças de surro beco cinzento e colete com virados da mesma
cor; e botas de couro castanhas com cordões de algodão ou
cabedal; faixa de lã preta à cintura.
Faz-se acompanhar de um garrafão de verga com vinho
e varapau, quando se desloca para a romaria.




Traje de Senhor Abastado- chapéu preto de aba larga;
camisa de linho branco de meio colar; colete e jaqueta
de surro beco castanho, faixa de lã preta e bota castanha de
couro com cordões.
Faz-se acompanhar de um guarda chuva preto ou
bengala, quando caminha nas ruas.













Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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Traje de noivo- Chapéu preto de aba larga; fato completo de
surro beco preto com colete de virados e costas de cetim preto.
Camisa de linho branca com dianteira do mesmo tecido e
presilha. Faixa de lã preta. Botas pretas de elástico. Assim se
desloca para a Igreja.



Malhador- Chapéu de palha de aba larga; lenço tabaqueiro ao
pescoço; camisa de riscado axadrezada em tons de azul e
branco; calças arregaçadas de cotim cinzentas e ceroulas de
pano cru, tamancos com cobertura de couro e com um rasto de
pau; usa na cintura faixa de flanela preta.
Faz-se acompanhar do mangual e uma cabaça à cintura
para o vinho, quando vai malhar o trigo ou o centeio.



Ceifeiro- Chapéu de palha de aba larga; ao pescoço um lenço
tabaqueiro; calças de cotim cinzentas de risca azul; camisa de
riscas xadres em tons de vermelho; faixa de lã preta à cintura;
ceroulas de pano cru com atilhos ao fundo.
Faz-se acompanhar de uma foice, forquilha e uma cabaça
para transportar o vinho. No pulso um punho de couro para
protecção do esforço feito pelo trabalho da ceifa.




Rega- Lenço tabaqueiro ao pescoço; camisa de riscado com
presilha para segurar as ceroulas de pana cru; usa tamancos de
rasto de pau ou descalço; garruço preto de lã na cabeça.
Faz-se acompanhar de um “cocho” para regar onde a água
não chega.



Traje de ganhão- O ganhão mera o homem que sendo dono de
uma junta de bois , lavrava as terras dos outros ou efectuava
outros trabalhos pesados.
Usa chapéu de aba larga preto; calças e colete de
surro beco castanho; camisa de pano cru;


















Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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Mineiro- esta aldeia foi muito influenciada pelas minas da
Panasqueirada qual dista 6 km. As condições dentro da mina
não eram as melhores e nos primeiros tempos o minero usava o
gasómetro para alumiar e o pico para perfurar a pedra.
Veste caça de cotim preta e camisa de riscado castanho
com riscas azuis e brancas. Calça bota, de sola castanha de
couro. Na cabeça usa uma gorra preta.

Trajes femininos

Mulher de Malhador- Lenço de marino enramado; chapéu d
e feltro preto; saia de lã amarelo torrado e saiote às ridcas;blusa de
riscado; avental castanho com riscas azuis. Sapatos de couro
castanhos e meias de algodão castanho escuro. Leva na mão uma
joeira para “a joeirar “ o cereal. Ajuda o malhador e leva-lhe a
merenda.



Ceifeira- Lenço de marino enramado apertado por cima do
chapéu de palha de aba larga; blusa de riscado de cor rosa; saia
de chita preta com florzinhas pequeninas e brancas ; saiote
vermelho de flanela com bicos de croché feitos à mão; avental de
riscado cinzento; sapatos castanhos de couro. Leva na mão um
molho de trigo e uma cantara de barro com água:



Traje de romarias- Como não leva lenço na cabeça, usa o
cabelo arrepiado para trás formando atrás um “chinó”; saiote
branco com rendas; avental preto e branco com folho à volta;
colotes e meia arrendada azul claro; na cabeça leva o cabaz
coberto com um pano de linho onde leva a merenda.

Traje Noiva- Lenço de seda preto; a maior parte das vezes
leva xaile preto com franjas; saia e casaquinho de fantasia de
seda preta; meias arrendadas de algodão branco; sapatos de
atacado pretos; saiote branco de renda e colotes de pano cru.
Assim se desloca para a igreja.














Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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Senhora abastada- Usa saia e casaquinha preta com um
encaixe de linho branco; meia de renda em algodão branco;
saiote e calotes de pano cru com rendas; sapatos de atacado
preto. Usa cordão de ouro ao pescoço e “arrecadas”.





Mulher de ir à fonte- Lenço de marino enramado; saia de lã
azul escuro e blusa de chita em tons azul; avental azul escuro
com pintinhas brancas; saiote branco com ponto croché amarelo
e azul feito à mão; meias de algodão amarelo torrado e sapatos
castanhos ou chinelas . Leva na mão uma cantara de barro,
dirigindo-se à fonte, onde se ia encontrar com o namorado.





Lavadeira -Usa na cabeça lenço azul de marino enramado; saia
de xita preto e blusa de chita cinzento mesclado; saiote de
riscado e chinelas de pano feitas à mão ou descalça. À cabeça um
alguidar de latão com roupa, dirigindo-se à ribeira ou ao rio.





Apanha da Azeitona- Na cabeça lenço de marino enramado
atado atrás da nuca; saia de lã verde e blusa de chita em tons
escuros;saiote de flanela e xaile pelos ombros; usa avental de
chita e sapatos castanhos e meias de algodão castanhas. Leva
na mão uma cesta de verga e na cabeça um tolde, dirigindo-se
para o olival.




















Pelos trilhos do Passado a caminho do Futuro
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AGRADECIMENTOS

Gostaríamos de agradecer pela disponabilidade prestada ao:

Sr.Dr. José Santos Carvalho

Rancho Folclórico do Ourondo